O Ministério da Educação lançou no final de 2006 o segundo edital do programa Incluir, que trata da inclusão de pessoas com necessidades especiais nas faculdades públicas de todo pais. Em seu primeiro edital lançado em 2005, foram financiados 13 projetos visando melhorias nas universidades. Em 2006 foram parcialmente aprovados 28 projetos, que visam desde a adequação dos edifícios para o fácil acesso até adaptação de microcomputadores para deficientes visuais. A verba destinada pode chegar a R$ 100 mil para alterações físicas nos edifícios ou até R$ 150 mil para inclusão de programas especiais. Dentre as metas do programa estão a melhoria a acessibilidade física, formação de professores capacitados a atender os alunos, compra de materiais didáticos, aquisição de mobiliário para facilitar a adaptação em sala de aula entre outros.
Atualmente dos 3,9 milhões de estudantes brasileiros no ensino superior, apenas cinco mil são alunos com algum tipo de deficiência. Destes a grande maioria, 73%, estuda em faculdades particulares. Isso ocorre devido a inúmeras barreiras físicas que os alunos encontram nas faculdades, como a falta de elevadores, rampas e materiais especiais como livros em braile para deficientes visuais e tradutores para deficientes auditivos. Materiais e estruturas encontradas com mais facilidades em instituições particulares.
Através do programa Incluir a Universidade de Brasília, que teve seu projeto aprovado pelo MEC, pretende inaugurar no final do primeiro semestre de 2006 o Projeto da Biblioteca Virtual Sonora. Projeto que visa melhorar o acesso a educação, informação e cultura a deficientes visuais, auditivos e com dificuldade de locomoção, utilizando recursos tecnológicos que proporcionem maior autonomia a esses alunos. De acordo com dados da UnB, em 2006 um total de 63 alunos com algum tipo de deficiência freqüentaram a universidade.
Alem de Biblioteca Virtual Sonora, já foram realizadas obrar com recursos próprios da UnB para facilitar o acesso a universidade. Como o alargamento de portas de auditórios, construção de rampas e a criação de vagas no estacionamento. Apesar das melhorias já realizadas a universidade ainda não esta totalmente adaptada “Se tem alunos de cadeira de rodas fazendo aulas em salas ainda não adaptadas, transferimos a turma e recolocamos em outra sala no térreo, ate que toda a universidade esteja adaptada” afirma Laura Borges, assistente social do Programa de Apoio as Pessoas com Necessidades Especiais da UnB. Que também torce para que mais editais do programa Incluir sejam lançados em breve “esperamos que todo ano seja lançado o edital, pois é excelente para as universidades” conclui Laura.

Nenhum comentário:
Postar um comentário